Tudo começa no rolo, passa pelo químico e termina na imagem, virtual ou real.
Pelo meio fica o sabor e o prazer de cada momento que passámos.
Desenrolamos aqui a espiral das imagens, das ideias e das experiências que resultam desta paixão que nos une e que aqui partilhamos.






Monday, October 8, 2007

6 da matina ou a Excursão "Volte para trás assim que for possível"

Sou da raça dos morcegos, o que quer dizer que me dou bem é à noite. O drama começa quando os dois Bergman cá do sítio acharam por bem obrigar-me a sair do vale dos lençóis ainda antes das 6 da madrugada - hora indecente para qualquer bicho da noite que se preze.

Conseguiram e nem desgraçadamente cumpriram o prometido - nenhum deles tinha canecas de café à minha espera.
Mas também não me parece que tenham cumprido o objectivo a que se propuseram (sim, era um deles, mesmo que não o mencionem!) - amansar o Tarantino do gatilho que há em mim (nha nha nha)

Posso mesmo assim afirmar que era eu a mais acordada e com mais vontade de começar a dar ao dedo. Fazer a viagem para Tróia fechada dentro do barco?! Panhonhas friorentos!
Além disso, tinha uma menina nova para pôr a trabalhar :P








Chegamos ao destino e eu sem café. A maré vazia como planeado, mas nada das nuvens que tínhamos pedido ao S. Pedro. E depois sou eu quem tem mau-feitio...

Enfim... atirei-me ao lamaçal confiante de que se algo corresse mal, teria a gaja ideal ali à mão, para me desencalhar.






A manhã foi avançando (e eu sem café), e assim fomos nós, andando ao longo do areal, descobrindo outros alvos, gastando rolos (uns mais do que outros), escondendo-nos atrás de arbustos do enquadramento uns dos outros.. E palavra que ninguém diria que andamos os três a olhar para as mesmas coisas..



Alguém disse que gostava muito de fotografar barcos...
Eu também ;)





ok... eu gosto de fotografar... o que me dão... até pontes com avisos para não atravessar



e ainda estou na dúvida se a pergunta da Mónica sobre se nenhum de nós tinha tido coragem para se meter em cima da ponte, foi de facto inocente ou com a certeza de que eu não ia ficar lá em baixo :S




Resolvemos ir fazer tempo até a maré encher, procurando uma bacia que o Nero teimava que tinha visto noutra viagem.
Um dia destes talvez alguém me consiga convencer de que de facto os GPS servem para alguma coisa quando são precisos. Mas lá demos com a bacia. E ele não ficou satisfeito. Diz que esperava outra coisa.
Digo eu que ali até se gastavam uns rolos...







Interrupção para almoço. Atacamos a seguir. Maré Cheia.






e esta ia-me valendo um mergulho cais palafitico abaixo. Um dia destes tenho que aprender a tirar a máquina da cara antes de desatar a correr atrás de um qualquer alvo...



A seguir foi a aventura de tentar ir para casa. Disso não há registo fotográfico. Mas devia haver registo sonoro da gaja do GPS a dizer de 15 em 15 segundos "Volte para trás assim que for possível".

Se pudéssemos, voltávamos, pá!

1 comment:

maria m. said...

muito fixe!

as fotografias são lindas!
gostei muito de ler o relato. (escreve mais, dolphin.s ;))